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Malawi: as Bruxas de Bingu

Três altos funcionários do Partido UDF (Frente Democrática Unida ou United Democratic Front), nomeadamente o Secretário Geral, Kennedy Makwangwala, seu Vice, Hophmally Makande e o Porta-Voz Sam Mpasu foram presos pela polícia no dia 19 deste mês acusados de incitamento à vilência.

A polícia diz estar também à caça de Gustave Kaliwo, ex-Director do Gabinete Anti Corrupção bem como do Jornalista da Daily Times, Frank Namangale.

Ao que tudo indica, trata-se de uma ferrenha perseguição política, movida pelo actual Presidente Bingu Wa Mutarika, com vista à fragilização do Partido UDF, cujo presidente é Bakili Muluzi, ex-Presidente do País.

O Malawi vive momentos de conturbação política desde o segundo mandato de Bakili Muluzi, mas concretamente desde o momento que este tentou emendar a constituição para concorrer pela terceira vez, coisa que os outros não gostaram e chumbaram-no no parlamento.

Se mais meios legais para actuar, este decide chamar Bingu, na foto, para o Partido UDF e depois concorreu pelo partido ás eleições de 2003. Ganhou.

Os objectivos de Muluzi ao pô-lo no poder era de continuar a manadar, fazendo-o de marioneta, como aliás todo ex presidente em África gostaria de fazer. Mas o esquema não foi bem sucedido. Bingu virou-se contra Bakili, rompeu relações com a UDF, fundou o seu partido. Conseguiu alguns Membros do Parlamento, mas em número não suficiente para governar à vontade. A UDF ainda reina no parlamento e vezes sem conta, tem lhe feito vida negra, ao inviabilizar vários projectos de lei e algumas propostas de governação, como sendo o Orçamento e os Palnos Económicos.

Bingu vê-se assim bastante ameaçado, pois o seu recém criado partido tem muitas vezes sido alvo de actos de vandalismo em Blantyre, capital económica, perpetrados pelos membros da UDF.

O Povo é quem sofre.

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